Aplicando para o Study e Work Permit

Conforme comentei aqui, a nossa estratégia de ida para o Canadá envolve eu estudar e o marido trabalhar. Essa possibilidade existe pois quando um cônjuge vai estudar (curso post secondary), o outro tem direito a aplicar para o Open Work Permit. A aplicação ocorre ao mesmo tempo e o intuito deste post é contar como foi nosso processo para obtenção dos vistos.

Existem duas opções, aplicar online ou via papel. Nós fizemos nosso processo via despachante, aplicando via papel.

Formulários

Os formulários necessários estão neste link aqui do próprio CIC. Os formulários podem sofrer alterações, por isso sugiro sempre consultar o site do CIC para obter as versões mais atualizadas. No nosso caso, preenchemos:

  • Pedido de Permissão de Estudo (IMM 1294) para mim;
  • Pedido de Permissão de Trabalho (IMM 1295) para o marido;
  • Questionário de informações familiares (IMM 5645), um para cada;
  • Termo de consentimento para uso de um representante, o despachante (IMM 5476), também um para cada.

Importante: os formulários não podem ser impressos de forma frente e verso, fizemos isso e tivemos que refaze-los.

Documentação necessária

É o que é chamado documentação de suporte. Deve-se ter em mente que esta documentação possui alguns objetivos principais: (i) mostrar vínculos com o Brasil; (ii) explicar o que você pretende fazer no Canadá; (iii) deixar claro que possui condições financeiras para se manter por lá no período pretendido. As refutas de vistos na maioria das vezes, pelo que pesquisamos, são por um destes três itens não ficarem claros para o oficial que avalia a aplicacão. A documentação de suporte que utilizamos, com orientação do despachante, foi:

  • Carta de Aceitação da Escola (LOA ou Letter of Acceptance): como comentei neste post, após finalização do processo com o College, recebi esta carta, que é item fundamental para o processo. Sem esta não é possível aplicar para um Study Permit superior a 6 meses.

  • Cópia de diplomas e certificações anteriores: o intuito aqui é mostrar que você já estudou, qual sua área de formação. Com base nisso, será avaliado se o curso que você pretende realizar no Canadá faz sentido. Por exemplo, já ouvi casos de pessoas que tinham formação em finanças e que aplicaram para um curso de culinária em College canadense e que tiveram o visto negado (isso não é uma regra, mas pode acontecer);

  • Carta de intenção: é por onde o oficial inicará a ler o seu processo. Portanto, é importantíssimo explicar suas intenções no Canadá, como o curso irá ajudar na sua carreira, e o mais importante de tudo: deixar claro que você pretende voltar para o Brasil após o término do curso. Mesmo que você pretenda aplicar para um processo de imigração posteriormente, nesta carta o oficial precisa ter a segurança de que você pretende retornar. Isso se dá devido ao alto número de pessoas que vão para estudar e depois permanecem de forma ilegal no país.

  • Cópia da Carteira de identidade;

  • Cópia da última declaração de Imposto de Renda com recibo de entrega;

  • Cópia dos três últimos holerites ou contrato social da empresa se for o caso;

  • 02 fotografias 3x5, apesar de não ser a tradicional 3x4, é fácil tirá-la também;

  • Passaportes originais válidos e passaportes antigos com visto, se tiver: de novo, aqui o visto e carimbos de viagens anteriores mostra que você viajou e retornou ao Brasil, desta forma sendo mais difícil (teoricamente) você não permanecer ilegal no Canadá;

  • Cópia dos três últimos extratos Bancários: enviamos tanto da conta corrente quanto da poupança. O objetivo principal é mostrar que os recursos que você utilizará para a viagem e curso estão na conta e são provenientes do seu trabalho, e não de um empréstimo por exemplo. Existe uma quantia mínima que é exigida pelo governo canadense, que refere-se a um ano do curso escolhido + CAD 14,000 por casal (valor atual). Estes valores também mudam e sugiro consultar o site do CIC, aqui, para valores atualizados.

  • Provas de vínculos: aqui vale qulquer coisa que "te prenda"ao Brasil: imóveis, empresa, trabalho, etc.

Enviamos toda essa documentação, tanto do aplicante principal (eu), quanto do marido ao despachante, e ele cuidou de todo o processo. Apesar de ser completamente possível fazer o processo por conta própria, não queríamos correr o risco de comer bola e ter o visto negado por uma besteira, por isso optamos seguir desta forma apesar de ser mais custoso.

Após envio da documentação, timeline:

  • Pedidos de Exames médicos: Depois que a documentação foi enviada ao Consulado, demorou cerca de 12 dias para que recebêssemos o e-mail com a solicitação dos exames médicos. Quando essa solicitação é feita, quer dizer que seu processo está praticamente aprovado.

  • Agendamento dos Exames: Conseguimos agendar o exame para 03 dias depois. Deve ser agendado com um médico credenciado do consulado, a lista pode ser encontrada aqui.

  • Consulta: A consulta com o médico nos custou R$ 360,00 por pessoa. E basicamente fez um questionário sobre nossa situação de saúde, fornece algumas informações, realiza exames físicos. No momento da consulta também você sai com as guias para os exames de sangue e raio x.

  • Exames: Realizamos os exames de sangue (HIV e Sífilis) e raio X no laboratório Fleury, no dia seguinte da consulta, que também é uma exigência do consulado. Os de sangue foram cobertos pelo nosso convênio, porém o Raio X pagamos.

  • Envio ao Consulado: Tanto o relatório da consulta quanto os resultados dos exames são enviados diretamente ao consulado, portanto não é necessária nenhuma ação aqui. Este envio ocorre em até 02 dias após a liberação dos resultados pelo laboratório.

  • Aplicação aprovada: Demorou cerca de 15 dias após o envio dos resultados para que recebessemos um email confirmando que nossa aplicação havia sido aprovada (UFAAAA). Confesso que até chegar este e-mail você fica meio tenso.

Depois disso, foi só esperar que nossos passaportes chegaram com o tão esperado visto :).

Este foi meu último post escrito nas terras tupiniquins, o próximo já será em Toronto.

Até lá!