Cheguei no Canadá, e agora?

Quando você muda de país sempre tem um objetivo. No nosso caso, estudo e trabalho, visto de 02 anos. Mesmo assim há diversas coisas burocráticas que devem ser realizadas assim que você chega. Nós realizamos todas nos primeiros dias, e foi a melhor coisa que poderíamos ter feito.

1. Emissão das Permissões, ou Permits

Já comentei sobre isso em um post anterior mas acho que vale a pena reforçar. A 1a coisa que deve ser feita, ainda no aeroporto, é a emissão das permissões (isso para quem vem a estudo e trabalho como nós). Muita gente chega com a empolgação lá em cima, só quer saber de pegar as malas e chegar logo no destino. Porém, é necessário calma. Você passa pelo guichê normal como há em todos os países. Eles verificam seu visto e o papel que preencheu no avião onde você declara o que está trazendo. A emissão dos permits vem depois disso, na sala da imigração, com um oficial de imigração. O seu visto serve apenas para você entrar no país. Sem as permissões você não consegue fazer NADA, nem seguir nenhum dos outros itens que descreverei a seguir.

2. Compra do Metropass

Colocamos isso no nosso 2o item da lista pois seria esencial para nossa locomoção. Chegamos em um domingo de Páscoa, dia 5 de abril, e conseguimos comprar o passe mensal para o mês de abril em uma 7Eleven que estava aberta. O passe mensal só é vendido até o 5o dia util de cada mês. Este passe permite que você se movimente livremente pela cidade durante aquele mês, utilizando streetcars, ônibus ou metrô. No site do TTC podem ser encontrados mais detalhes aqui. Para aqueles que chegarem após o 5o dia útil, há opção do weekly pass ou day pass. Nestes dois casos sugiro fazer as contas para ver se vale a pena, mas acredito que neste começo que nos locomovemos bastante tende sempre a valer a pena! É possível comprá-los nas estações de metrô ou em qualquer loja autorizada.

3. Compra de celular

Você vai precisar começar por algum lugar, e decidimos por aqui. É fácil, rápido, burocracia zero. Entramos na loja da Fido, fornecemos nossos passaportes, nossos permits, pagamos CAD 10.00 por cada SIM CARD e saímos falando. A conta vem através de e-mail, por isso não foi necessário dar um endereço fixo, apenas nosso temporário, mas não precisou de nenhum comprovante. Os preços variam de acordo com o Plano (principalmente plano de dados), mas adianto que são bem mais baratos do que no Brasil, a velocidade da internet é muito maior e você pode falar para qualquer número dentro do Canadá de graça.

4. Social Insurance Number, ou SIN

Nada mais é do que o seu CPF aqui no Canadá. É uma emissão de um número de 9 dígitos que conterá todas as informações referentes a impostos que você pagou no seu período aqui. Fomos instruídos pelo oficial a não fornecer este número para ninguém além do empregador, que lançará as informações referentes a salário e impostos, e de bancos em que você possui conta. Este número é emitido no Service Canada, não precisa agendar horário e também foi rápido. Vale ressaltar que fomos super bem atendidos, o funcionário estava a disposição para tirar todas as nossas dúvidas e explicou em detalhes a finalidade do SIN.
Para emissão do SIN é necessário levar o passaporte e os permits. Levei também nossa certidão de casamento, mas não foi solicitada.

5. Abertura de Conta

Muita gente que vem pra cá abre conta no HSBC ainda no Brasil e depois no HSBC aqui, pois os sistemas são interligados e facilita o envio de dinheiro. Porém, nossa experiência com o HSBC foi um lixo péssima. Demorou 3 semanas para abrir nossa conta no Brasil, um tempo absurdo. Com isso chegamos aqui e a conta ainda não estava aberta, partimos para plano B. Quando chegamos no aeroporto vimos uma propaganda do CIBC , referente a um pacote para newcomers, que incluia cartão de crédito. Fomos lá para saber mais, e o excelente atendimento foi essencial para nossa decisão. Já saímos com os cartões de débitos em mãos e conta ativada. Mais uma vez, precisamos dos mesmos documentos.

Após 10 dias aqui, acho ótimo que optamos pelo plano B, pois aqui não existe TED e DOC como no Brasil e você tem que ir na agência para emitir Bank Drafts/Money Orders, que são necessários principalmente quando vai alugar apartamento (próximo post será sobre isso). Desta forma, o fato do CIBC possuir diversas agências pela cidade nos facilitou muito!

6. Driver's License

Aqui no Canadá nossa carteira de motorista do Brasil vale apenas pelos primeiros 60 dias. Farei um post sobre isso especificamente, assim que todo nosso processo estiver finalizado, mas nosso checklist inicial contemplava apenas a 1a fase: dar entrada no consulado brasileiro. Isso mesmo, você precisa ir até o Consulado portando os documentos que listarei abaixo para que eles emitam uma "Authorization Letter". Neste documento constará seu tempo de experiência como motorista, para que então você possa seguir o processo aqui. Demora mais de 1 semana para ficar pronto, então já fizemos logo de cara também.

Fui até o consulado portando:

  • CNH: original e cópia
  • Passaporte: original e cópia
  • Cópia impressa de consulta de pontos CNH no site do Detran (não tem problema se tiver alguns pontinhos);
  • Money Order em favor de "Consulate General of Brazil in Toronto" no valor de CAD22.50 cada (como comentei anteriormente, é necessário ir até a boca do caixa para emissão do mesmo);
  • Permissões, apenas originais.

A atendente do consulado verificará toda documentação (com muita má vontade, diga-se de passagem) e ficará com todas as cópias. Importante: o Consulado não faz cópias em nenhuma hipótese. Portanto, leve as cópias corretamente.

7. Busca pela moradia

Como comentei anteriormente, o próximo post contará nossa experiência nessa busca. Porém este item também estava em nosso checklist inicial e visitamos alguns apartamentos logo no 1o dia, o que foi ótimo.

Caso tenham alguma pergunta, deixem nos comentários!

Até o próximo post :)